afinal de contas... 

06/09 - 17h30

Proporcionalidade: Organização e Povo Preta

Você tá pensando em proporcionalidade negra?

Fato: 56,10 % da população no Brasil é negra. São diversos os atravessamentos que interseccionam a experiências de pessoas pretas: identidades de gênero, orientação sexual, territorialidades e classes sociais. Então, precisamos perguntar: como essa maioria está presente no cotidiano e nos lugares de decisão? Somos maioria também como advogadxs, engenheirxs, professorxs? E nas Artes? Pois é, já passamos da hora de dizer: precisamos ir além da representatividade, estamos na urgência pela PROPORCIONALIDADE!

Mediadora: Tatiana Henrique (RJ) // Participantes: Fabíola Nansurê (BA), Clea Maria (BA), Clodd Dias (SP), Sol miranda (RJ)

Tatiana Henrique é Mãe, Akpalô e Alarinjó, aprendente em Igba Ketá, tracejada pela 7 direções Bakongo, doutoranda em artes, mestra em memória social,  licenciada em letras, 41 anos,  1,65m e cabeluda.

Fabíola Julia Barbosa (Fabíola Nansurê)  é graduada no Bacharelado em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); Graduada no curso Técnico em Dança pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) 2017; Pesquisadora em Dança Afro-Brasileira com foco na dança do orixá. Projeto que integra o projeto NATAS EM SOLOS – SEIS OLHARES SOBRE O MUNDO. Um projeto artístico-investigativo que ambiciona contribuir com o empoderamento da mulher negra.

Clea Maria é mulher, nordestina e preta que “alisou os bancos da ciência” se tornando doutora pela PUC-Rio, mestra pela USP e pesquisadora das relações raciais e das pedagogias decoloniais. Como consultora, atuou em organizações públicas e privadas como MEC, UNICEF, UNDIME, Instituto Ayrton Senna, Cenpec, Fundação Itaú Social, Petrobras e Fundação Lemman. Foi em Santo Amaro, ainda menina, que aprendeu a ler, sem saber que um dia poderia vir a “ensinar meus camaradas”.
Hoje, com mais de 20 anos de labuta na arena da educação formal e não formal, aprendendo, ensinando e integrando educação, culturas e artes, segue na esperança de arquitetar a construção de uma sociedade mais equânime e menos desigual.

Clodd Dias é de Itapetinga. Desde criança foi incentivada pela avó paterna a recitar versos e a soltar a voz com os lp's dos anos 80. Aos 14 anos ingressa no Teatro Amador, o saudoso Grupo Théspis e realiza sua primeira peça: Semiópera Introitus. Aos 21 anos larga a faculdade de Direito para ir para São Paulo ingressar no Teatro Escola Célia Helena em busca da sua profissionalização. Participou de vários grupos de Teatro dentre eles Profana Trupe idealizado por Marco Plá que hoje em dia ministra a Teatraria em Porto Alegre; Cia Antikatartika Teatral, Pessoal do Faroeste, Coletivo Negro e Teatro do Indivíduo que recentemente encenou Entrega para Jezebel com a cantora e atriz Valéria Barcellos. Transita também no Audiovisual onde fez o curta metragem Lugar pra Ninguém e tem mais dois longas metragens prestes a estrear. A poesia a acompanhou desde sempre em teus caminhos e atualmente é membro integrante e do grupo Feminista Amigas do Samba e atua como colunista no Jornal Empoderado em SP.

Sol Miranda se dedica à elaboração e construção de projetos que tragam outras reflexões sobre o mundo a partir da arte. A atriz, realizadora, produtora e pesquisadora é uma figura chave na movimentação da cena artística contemporânea, idealizando e integrando trabalhos como “Mercedes” (texto inserido na coletânea nacional de dramaturgia negra da Funarte em parceria com a FLUPP) e “Mostra Ultrajado” (Prêmio Questão de Crítica 2017), o premiado “Segunda Black” (Prêmio Shell 2019) , projeto de conexão entre artistas e intelectuais negros, e o “I Fórum de Performance Negra-RJ” ocorrido em 2018, além de coordenar junto com a intelectual e artista, Dra Aza Njeri, o Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Artes, Religião e História (UFRJ) e ter coordenado a edição de 2018 do mais importante Festival de Cinema Negro da América Latina, o Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul - Brasil, África e Caribe